domingo, 15 de setembro de 2013

SENHOR DO TEMPO

Um dos aspectos mais notáveis sobre o tempo cronológico é o quanto nossa percepção dele é relativa. O mais comum é constatar que ele parece lento em momentos chatos ou incômodos, enquanto se acelera nos instantes de prazer e alegria. Afinal, esperar numa fila de banco pode durar uma eternidade, mas enfrentar a mesma fila enquanto se tem uma conversa agradável com um amigo torna-se uma experiência curta.

Porém, paradoxalmente, existem situações em que ocorre o inverso. Essas ocasiões são geralmente muito comemoradas, pois os momentos de prazer são expandidos enquanto os tediosos são comprimidos. Até hoje não encontrei um padrão para esses casos. Infelizmente, continuam sendo um grande mistério para mim, um tesouro a ser desvendado.

A maioria das pessoas ignora ou negligencia esse relativismo do tempo. Ficam totalmente passivas imaginando que nada podem fazer para alterar essa situação. Acreditam que são reféns, incapazes de alterar suas próprias percepções sobre o avanço das horas. Mas cabe aqui o questionamento: será mesmo que somos impotentes dessa forma? Será que não podemos fazer nada?

Se isso for verdade, se não há o que fazer para tornar sempre os bons momentos em longos momentos e os ruins em breves, então devemos usar a nossa própria matemática e garantir que a soma dos pequenos instantes de alegria seja maior do que os intermináveis aflitos. Só assim poderemos nos declarar senhores do nosso próprio tempo.

Made of Steel

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