quinta-feira, 21 de julho de 2011

DRAGÃO DA FÚRIA

Há cerca de 2 anos e meio criei um personagem que era conhecido como Dragão da Fúria. Um guerreiro que fazia parte do braço militar duma sociedade secreta que estava presente em todo o mundo. Esse grupo de soldados era chamado de Os Mil Dragões e cada membro deveria ter seu nome iniciado com "Dragão".

Quando questionado o motivo de ter escolhido o nome Dragão da Fúria, a resposta era muito mais profunda do que a maioria imaginava: a fúria é um sentimento muito poderoso que pode mudar inclusive o rumo de toda a humanidade se for usada da maneira correta. Controlá-la é uma tarefa árdua, mas fazendo isso podemos tê-la como impulsionadora de grandes feitos. Da mesma forma, negligenciar nossa fúria, reprimindo-a completamente, nos é tão destrutivo quanto libertá-la totalmente. Sendo assim, por causa dessa dualidade perigosa e seu poder inerente, dominar nossa fúria interior torna-se um objetivo de vida que necessita de vigilância constante.

Outro ponto importante nessa história está na referência ao mítico Dragão. Muitas lendas falam de criaturas como essas e sua existência está no nosso subconsciente desde os tempos mais remotos. Até hoje, inúmeros significados elevados são atribuídos a eles. Particularmente tenho uma ligação forte com dragões, sendo inclusive meu signo no horóscopo chinês, e carrego comigo todos os dias um amuleto dado de presente por um amigo que disse que eu tinha o espírito de um dragão.

Outra menção que adoro sobre dragões aprendi durante minhas aulas de Kung Fu, onde repetíamos As Sete Virtudes do Guerreiros Pacífico (fé, força de vontade, disciplina, humildade, honra, paciência e sabedoria), sempre encerrando com uma das frases que mais marcaram minha vida: "Praticando as Virtudes despertamos o Dragão interior".

Egocentrismos à parte, o nome Dragão da Fúria tem até hoje um enorme significado e importância pra mim. Tanto que busco seguir essa filosofia mista que surge da união de "dragão" com "domínio da fúria".

Porém, agora, percebo que estava cometendo o erro de suprimir totalmente minha fúria, colocando-me na defensiva, tentando não ferir as pessoas. Enquanto isso, alguns insistiram em me atacar e agredir, como se quisessem aproveitar que o Dragão que vive dentro de mim estava preso por grilhões resistentes.

Portanto fica aqui o recado: o último grilhão foi rompido. O Dragão da Fúria está de volta!

Made of Steel

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A ARTE DE QUERER BEM

Nesse blog já escrevi sobre sentimentos diversas vezes, a maioria delas envolvendo amor. Porém, dessa vez, falarei sobre um outro que também pode ser chamado de "amor". Não aquele de amantes e apaixonados, mas um que as pessoas chamam de "amor ao próximo".

Aqueles que apenas enxergam seu egoísmo como algo a ser alimentado sem que isso traga benefícios para os demais não sabe do que se trata. Mas a grande maioria das pessoas quer (ou ao menos diz querer) o melhor para pessoas que estão próximas. Esse sentimento bom, que nos faz sentir alegria mesmo sem estarmos diretamente envolvidos, deveria ser bem menos raro, mas quando é verdadeiro só se faz multiplicar.

Ficar feliz porque vê outra pessoa feliz é uma arte, um estado de espírito. É um sentimento que está presente nas grandes amizades e outros tipos de relações sociais humanas que sequer tem nome. E esse sentimento é justamente uma das coisas que me faz acreditar que nós, mesmo essencialmente egoístas, temos a capacidade simples e pura de querer o melhor para outros.

Hoje tive um dia cheio de acontecimentos bons e, ao chegar em casa, pensei que não havia mais nada a esperar. Felizmente, estava enganado e, por causa do "amor ao próximo", todo o cansaço que sentia foi substituído por um entusiasmo tal que minha vontade é de correr e gritar! Tomara que essa sensação não se vá tão cedo!

Agora posso dizer: meu nome nesse exato momento é ALEGRIA!

Made of Steel

quarta-feira, 6 de julho de 2011

CORRUPÇÃO NOSSA DE CADA DIA

Acho engraçada a maneira como as pessoas apontam para os políticos como se fossem algum tipo de alienígena que vem de um planeta onde ser corrupto é normal. Afinal, nosso querido Planeta Terra e principalmente nosso país "abençoado por Deus" com toda certeza não partilham dessa cultura imunda que é a corrupção! 

Mas é claro que, excluindo os políticos, todos os demais são puros, de caráter inquestionável! Ah não, calma ai... tem que tirar também alguns advogados, alguns médicos... e não podemos esquecer aquele atendente da padaria que vive tentando cobrar 1 real a mais no pãozinho! Esses vieram do mesmo planeta que os malditos políticos.

Quando penso em "coisas ruins" não tem como evitar que a palavra BANCO venha à mente. Amaldiçoados sejam esses capitalistas grotescos que vivem nos sugando através de contas, investimentos e poupanças! Isso me faz lembrar que ontem fui ao banco e, por sorte, encontrei com um amigo que estava quase sendo atendido nos guichês. Deixei com ele o dinheiro e o que tinha pra ser pago, assim evitei desperdiçar vários minutos naquela fila imensa.

Aliás, ontem foi um dia de grande sorte mesmo: um tal de Alberto sei-lá-o-que esqueceu a carteira dele num assento do metrô e, por isso, agora tenho 50 reais a mais e um Bilhete Único que vai me economizar praticamente um mês inteiro de passagem. Depois disso, na hora do almoço, a atendente do caixa do restaurante por quilo marcou errado o valor do meu prato, então economizei outros 5 reais.

O que estragou tudo foi chegar em casa à noite e, assistindo o telejornal, ver as notícias vindas lá de Brasília. Definitivamente, políticos não tem vergonha na cara, dá até vergonha de pensar que vivo no mesmo país que eles. Ainda bem que meus pais me deram educação e sou uma pessoa de princípios, pois honestidade é a coisa mais importante que alguém pode carregar consigo.

Made of Steel

segunda-feira, 27 de junho de 2011

BAILE DE MÁSCARAS

Algo que sempre me incomodou na nossa sociedade são as "convenções". Elas são comportamentos socialmente aceitos e, pior que isso, esperados pelos demais, normalmente apresentadas como reações-padrão à determinadas situações. Porém, assim como um rebelde transgressor, me questiono o quanto elas são válidas e, mais ainda, verdadeiras.

Toda vez que alguém morre precisamos sentir tristeza? Sempre que alguém nasce devemos sorrir? Existem limites que nos são impostos e não podemos transgredi-los senão todos à nossa volta olharão com reprovação e farão seus julgamentos hipócritas impiedosos!

Isso nos obriga, então, a agir falsamente, escondendo nossas vontades e sentimentos. O que você pensa nunca será correto se for contra as convenções sociais. Esqueça! Seja aquilo que esperam de você e não terá problemas.

Um dia, quem sabe, as pessoas aprenderão que mesmo que algumas situações NORMALMENTE gerem reações parecidas, cada caso será diferente do outro. Isso acontece porque os indivíduos envolvidos são diferentes, as condições em que aconteceram são outras e, por isso, os resultados podem variar.

De qualquer forma, enquanto isso não acontece, voltamos ao nosso baile de máscaras onde trocamos lágrimas por sorrisos falsos e alegria verdadeira por melancolia pré-moldada.

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quarta-feira, 22 de junho de 2011

NO SEU DEVIDO LUGAR

Sou um usuário constante do transporte público paulista. Na minha rotina estão presentes horas dentro de um ônibus ou metrô. Durante esse tempo por vezes acabo fazendo minhas próprias observações e embarco em pensamentos profundos. 

Um deles é sobre o tal "assento preferencial". Vivo me perguntando "mas por que RAIOS existe essa merda?" e o motivo é bem simples: TODOS os assentos deveriam ser preferenciais! Pra mim é simplesmente inconcebível que um ser humano seja capaz de ver um outro mais frágil e se negar a oferecer-lhe uma gentileza pequena como essa que é ceder seu lugar.

E o que essa situação gera? Mais intolerância! Pessoas começam a não tolerar que idosos ou gestantes sentem nos "assentos comuns", afinal, eles já tem os preferenciais, não precisam de outros. Pior que isso: principalmente entre os idosos, mesmo tendo opção de se sentar em um local não-preferencial, eles não o fazem pois sabem que "seu lugar" é naquele reservado. Que ridículo!

É bem verdade que existem algumas pessoas que atrapalham. Idosos que se recusam a sentar por causa de seus orgulhos e, por isso, acabam caindo e se machucando. Mulheres que estão grávidas há 1 mês e fazem um verdadeiro escândalo se alguém não deixar ela, tão debilitada como está, descansar durante a viagem. Mas essas pessoas não são maioria, acredito eu, e por isso devem ser tratadas como a minoria desajustada que são.

Outra grande falha desse sistema está ligada à cultura brasileira de que exigir seus direitos não é algo educado. Uma pessoa que tenha direito ao assento preferencial por vezes precisa pedir para que uma pessoa "normal" dê lugar, mas, ao invés de fazê-lo, fica calada esperando que o outro perceba o que está acontecendo e tome uma atitude. E se o idoso ou gestante pedir, será encarado como uma pessoa incômoda.

Perceba como essa pequena situação específica já traz uma quantidade tão absurda de absurdos que não existe outra reação possível senão revolta. Mesmo assim, as pessoas continuam em suas hipocrisias egocentristas, onde seu conforto está acima dos demais e só acatam as leis (sejam elas jurídicas ou sociais) que lhe interessam em cada momento.

Todos deveriam perceber que mais importante que seu lugar num trem ou ônibus, é seu lugar na sociedade. E aqueles que cometem esses tipos de desrespeito, pra mim, estão num lugar bem abaixo do respeitável.

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segunda-feira, 20 de junho de 2011

DILEMA DO PESQUISADOR

Para pesquisar sobre algo é preciso interagir com o objeto de estudo. Porém, para não modificar os resultados, o pesquisador precisa manter-se neutro e distante. Naturalmente, essa tarefa não é fácil e, por óbvio, muitas vezes acaba falhando, geralmente provocando resultados diferentes.

Algum estudioso famoso disse uma vez que o simples fato do pesquisador observar o fenômeno já altera o resultado, mesmo que ele não interfira de nenhuma maneira. Tendo a concordar com isso, pois aprendi a acreditar em energias e, ao observar, o pesquisador estará interferindo, enviando suas próprias energias para o alvo.

É muito cruel imaginar que nunca será possível acompanhar um processo sendo totalmente neutro, bastando aceitar essa verdade e tentar ser o mais neutro possível. Isso tudo faz com que o verdadeiro pesquisador seja aquele que consiga minimizar sua interferência, e é isso que todos devem buscar.

É hora de pesquisar.
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quinta-feira, 16 de junho de 2011

SORRISO DA NOITE

Queria escrever um longo texto sobre o que senti hoje ao olhar para a lua, mas agora não acho que isso seja necessário. Muitos já escreveram sobre o fascínio da lua cheia, eu incluso, então é dispensável. Hoje, porém, tivemos um eclipse! Mesmo começando antes do anoitecer, pude ver a lua parcialmente encoberta enquanto a noite se fez presente.

A lua parecia um enorme sorriso no meio do céu noturno. E estava sorrindo para mim.

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sábado, 11 de junho de 2011

A MAÇÃ

Existe uma enorme macieira e, de tão enorme, dá frutos durante todo o ano. As maçãs que dela nascem são muito parecidas para qualquer observador casual, mas quem prestar um pouco mais de atenção perceberá que cada maçã é única em sua existência, mesmo que ainda sejam todas igualmente maçãs.

Algumas são maiores que outras, suas formas vão desde a esfera mais perfeita até a completa disformidade, suas colorações variam em diferentes tons de verde e vermelho. Dividem-se entre os galhos de maneira caótica, nem todas respeitam o espaço das demais e teimam em crescer espremidas quando poderiam usar o espaço disponível à poucos metros.Também é verdade que dentre elas existem aquelas que apodrecem mais rápido que as demais, enquanto outras simplesmente recusam-se à apodrecer, mantendo-se saudáveis e açucaradas até o fim.

No meio de tantas maçãs, existe uma em particular que hoje está em evidência. Ela não é e nem nunca foi a mais doce, nem a mais redonda, nem mais avermelhada, mas também estava longe de ser uma maçã horrível e podre. Ela já está pendurada na enorme árvore há um bom tempo, o vento está fazendo-a balançar muito e, à qualquer momento, cairá.

As maçãs mais próximas, acostumadas com sua presença ali ao lado, observam preocupadas seu balanço, mas sabem que nada podem fazer para ajudá-la, restando-lhes apenas a expectativa. "Quando vai acontecer? Sabemos que é inevitável, mas quando?" – pensam as maçãs.

Cedo ou tarde, ela cairá e finalmente tocará o solo. Estará livre da árvore e poderá deixar-se ser carregada pelo vento. Talvez conheça muitos outros lugares antes de desaparecer, mas não poderá partilhar nada com suas antigas colegas, pois elas estarão longe, presas na árvore. 

Ao menos, para aquelas que ficaram, restará o alívio do fim da agonia e a esperança de que a vida no solo seja melhor que nos galhos da enorme macieira.

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segunda-feira, 6 de junho de 2011

SIMULTANEIDADE

Estudos já comprovaram que uma das várias diferenças entre homens e mulheres está na capacidade que cada um tem em administrar funções e tarefas. Homens não conseguem realizar muitas atividades simultâneas, mas costumam se sair melhores naquelas em que decidem se especializar. Já as mulheres, conseguem ser verdadeiras "multifuncionais", cuidando de várias coisas ao mesmo tempo sem perder o foco de nenhuma delas. Mas desde que vi um personagem recente de novela tenho me perguntado: e no amor?

Vivemos uma sociedade católica, portanto monogâmica, em que a esmagadora maioria se deixa levar pelo pecado capital da luxúria para sentir prazer de diferentes amantes. O grande problema está na facilidade com que isso acontece, demonstrando que os laços "afetivos" que ligam os casais não são nem de longe fortes e sólidos.

Eis então que vejo o tal personagem da novela: um coitado que sente amor verdadeiro por três mulheres ao mesmo tempo, mantendo seus relacionamentos em segredo entre elas. Todas acreditam ter encontrado o homem de seus sonhos, o príncipe encantado, quando na verdade são apenas mais uma das "sortudas".

Fico me perguntando se é possível sentir amor verdadeiro por mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Minhas referências culturais e sociais dizem que não, mas sendo bem sincero já não tenho tanta certeza. Amar é um sentimento tão bom, por que deveria ser exclusivo? O que importa acima de tudo é a felicidade dos envolvidos, não é?

Tento me colocar hipoteticamente nessa situação para tentar prever como reagiria. No campo teórico tudo é sempre mais fácil! Se minha amada encontrasse outro que despertasse nela a mesma alegria que encontra comigo, de uma forma pura e verdadeira, sem diminuir o que sente por mim, acredito que conseguiria ser compreensível e, em nome de sua felicidade, superar meu egoísmo e permitir. Ao menos em teoria.

E no oposto? Se eu me apaixonar por mais alguém verdadeiramente sem deixar de amá-la? Não tenho como ter certeza alguma sobre a reação da minha amada. Sendo compreensível e permitindo, provavelmente seria uma grande alegria para todos, mas caso ela negue terei que sofrer para sempre? Realmente, é algo muito complicado.

Como disse no texto anterior, quantos mais "e se..." aparecem, mais absurdo fica. Melhor parar por aqui antes que fuja totalmente do real. Enquanto isso, manterei-me na teoria.

Made of Steel

sábado, 4 de junho de 2011

E SE AQUI TIVESSE UM TÍTULO MELHOR?

Todos gostam de criar seus próprios objetivos utópicos e chamá-los de "sonhos". Cada ser humano vivo tem pelo menos um sonho que guia sua vida e, em muitos casos, ele dá muitas dicas sobre a personalidade da pessoa. Porém, sonhos dificilmente tornam-se realidade, sendo portanto uma possível fonte de frustrações. Por outro lado, a simples possibilidade de concretizá-lo, por mais remota que seja, traz muita alegria.

Um recurso muito utilizado por nós quando nos referimos a nossos sonhos é iniciar as frases com "e se..." seguidas de alguma situação hipotética. E se eu ganhasse na mega-sena acumulada de R$ 100 milhões? E se amanhã fosse seu último dia de vida? E se as pessoas parassem de usar tanto o "e se..."?

O mais triste disso é constatar o quanto adicionar "e se..." no começo da frase a torna automaticamente absurda ou improvável. São raros os casos onde empregamos esse recurso para hipóteses com alta probabilidade de acontecerem, pois nessas situações usamos termos mais concretos e que trazem maior certeza.

Particularmente evito até mesmo pensar em frases desse tipo. Infelizmente, nos últimos tempos tenho cada vez mais me percebendo cometendo esse engano. São muitas dúvidas, muitos questionamentos, possibilidades absurdas, idéias mirabolantes, tudo sempre "e se...".

Adoraria conhecer as respostas, mas por enquanto me resta conviver com as interrogações e tentar resolvê-las uma-a-uma. E se um dia tudo se resolver, o que farei? Por hora, não sei. E se o sono não me dominasse a mente obrigando-me a parar de escrever? Simplesmente desisto.

Made of Steel